Eu estou mudando.
E sinto que é inevitável. A evolução é algo inerente ao próprio Universo, que só anda pra frente. Minha alma é submissa e portanto eu não poderia evoluir para outra coisa. Eu já tive as minhas dúvidas quanto a isso, mas resolvi deixar o tempo me mostrar. Pois bem, uma lagarta só pode evoluir para uma borboleta e isso é exato, imutável. Evolui ou morre. E não poderá ser outra coisa. Por isso não é preciso se preocupar com possíveis dúvidas, o tempo sempre se encarrega de dar a resposta.
Outro motivo para dar tempo ao tempo, é obter qualidade nessa resposta. Eu explico. É aquela velha historinha clichê de querer ajudar a lagarta. Se você na melhor das boas intenções for ajudá-la a romper a crisálida, down, ela morre. Porque o tempo que ela fica ali dentro é necessário ao seu desenvolvimento correto. E a força que ela faz nas asas para romper o casulo é o que vai fazer com que tenha forças para voar. Qualquer ajuda no intuito de acelerar o processo acabará com tudo, e você nunca terá a certeza de que realmente se tratava de uma borboleta, e muito menos de que cor seriam suas asas, de que flores gostaria mais...
Submissão começa como um desejo. Às vezes como uma curiosidade seguida de um desejo. Então você conhece um dono e trabalha sua confiança nele. Se passar dessa fase, você (pelo menos comigo foi assim, não estou aqui para ditar regras) passa a perseguir a perfeição em satisfazê-lo. Ás vezes erra, às vezes acerta. E paralelo a isso sua alma submissa vai se lapidando... De dentro pra fora. Por isso uma submissa iniciante precisa de um dono mais que experiente e acima de tudo respeitoso. Ele precisa entender que você está se descobrindo e que portanto ele deve cumprir seu papel dentro dos limites do seu desenvolvimento, sem jamais querer romper a crisálida por você, e nem fazer isso antes da hora. E sabem por quê? Porque a submissão tem que começar com um desejo mas deve se tornar aos poucos um sentimento, uma necessidade. E sentimentos são trabalhados de dentro pra fora e não o contrário. O resultado é inexorável. Ou você confirma sua alma submissa ou entende que não passou de uma fase. Ou seu dono vai se deliciar com uma submissa de verdade ou terá que entender que vai precisar procurar outra. Agora, imaginem se esses resultados forem forçados e portanto não confiáveis, como quando a crisálida é rompida antes do tempo? Teremos uma pseudosubmissa em conflito consigo mesma e infeliz, ou uma desistente de sua verdadeira sina, que viverá pra sempre insatisfeita com sua vida "baunilha", já que na verdade é uma serva mal aflorada. Teremos um dono eternamente castigando sua escrava que na verdade não lhe satisfaz porque em essência não serve pra isso, ou donos que lamentarão sempre a perda daquela que poderia ter sido perfeita mas que por sua pressa acabou fugindo de seus domínios...
Eu tive a sorte, ou o merecimento, ou os dois, como queiram, de ter um Dono perfeito. Começou muito devagar... com muita paciência. E hoje Sua dominação não experimenta limites.
Os outros textos do blog falam mais sobre essa trajetória, não vou me alongar nesse momento. Estou com uma vontade atroz de colocar pra fora o que venho sentindo...
Eu já venho percebendo que a cada encontro nosso a saudade vem mais forte e mais rápido. Eu sinto cada vez mais a Sua falta e já tem dias em que eu não consigo pensar em outra coisa. E em meio a essa saudade, que me castiga, eu acabo imaginando coisas. São projeções, são desejos, são lembranças. É o meu jeito de pensar no meu Dono.
O que acontece é que eu venho involuntariamente sentindo uma vontade louca de estar aos Seus pés. De cair de joelhos em Sua presença, de baixar o olhar em respeito a Sua autoridade, de Lhe falar mansinho, de antecipar Seus desejos, de baixar a cabeça e cumprir Suas ordens. Não são desejos. São sentimentos. Não é a minha cabeça que está imaginando isso. É o meu coração que está insanamente pedindo, implorando pra que meu Senhor me submeta, me escravize. Disse isso ao meu Dono enquanto escrevia e ele me escreveu: "É o sentimento de escrava clamando pra ser usada." No momento em que eu li isso, a tradução perfeita do que eu estou sentindo, senti meu corpo queimar inteiro e minha calcinha umedecer. Meus seios então, chegaram a doer.
Minha crisálida evaporou. Eu sinto percorrer pelo meu corpo e pela minha alma o desejo de voar. E pousar na palma de Suas mãos, meu Dono. Sou Sua escrava, convicta. Sua serva mais que devotada, apaixonada. Sou Sua... e não há mais como retroceder, a resposta está aí. Clara, aberta, latejando.
Obrigada Senhor, porque eu me descobri. Porque pelas Suas mãos (maravilhosas e sensuais) eu pude transcender. Porque hoje eu posso ser feliz. Sou Sua escrava eternamente. Me use até que não hajam mais forças, é o que eu Lhe imploro. Me deixe Suas marcas, das quais eu me orgulho tanto. Faça de mim Seu bibelô. Seu tapete. Sua putinha.
Sou obra do Seu casulo. Sou serva das Suas vontades.
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Quanto mais humilde... mais alegre.
Quanto mais escravizada mais feliz.
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